Casa Açores…

A ideia da criação de um museu já bruxuleava na mente de alguns mindericos mais dados às coisas da cultura, mas só começou a definir-se como um projeto passível de concretização por alturas da Exposição Retrospetiva de Roque Gameiro, em 1964, comemorativa do centenário do seu nascimento.
A exposição teve lugar no antigo atelier do artista, na Rua D. Pedro V em Lisboa, tendo sido visitada por alguns conterrâneos visto que se tratava de uma manifestação artística protagonizada por um filho da terra.

A partir de então começaram a aglutinar-se vontades com o objetivo de levar por diante a criação do museu, para o que se assentou, desde logo, ser necessário bater às portas que mais garantias dessem à viabilização do projeto. Foi com essas diligências que se conseguiu mobilizar para a causa a prestimosa influência da família do artista, nomeadamente a das suas três filhas. E o que de início era apenas um sonho acabaria por se tornar realidade seis anos mais tarde.

Em 21 de Novembro de 1970 o museu foi inaugurado com toda a pompa pelo Sr. Almirante Américo Tomás, na sua qualidade de Presidente da República, mais por mérito do artista patrono do museu que pela casa onde ficou instalado, que era de facto muito modesta, pois a aboná-la, para o efeito, tinha apenas o facto de ter sido nela que nasceu o Roque Gameiro.

Está aberto ao público desde Julho de 2009 e instalado na Casa dos Açores, um exemplo notável de arquitectura e Jardim dos inícios do séc. XX, ligado à família do pintor, que ele próprio desenhou provavelmente em colaboração com o seu amigo Raul Lino.

A sua colecção inclui mais de uma centena e meia de obras de Alfredo Roque Gameiro e de suas filhas, mas também algumas obras de pintores seus contemporâneos que com ele privaram. O Museu da Aguarela foi credenciado no decorrer do Ano de 2013 pela Herity Internacional.